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Actualizado às 10:22 PM, Nov 12, 2019

ELA É MESMO... O MÁXIMO

Peter Bogdanovich mostra toda a sua experiência como argumentista, realizador e versado conhecedor da sua arte ao criar uma divertida farsa que possui o espírito da comédia screwball. O filme tem a sua voz e tem reminiscências da velha guarda, mas também a influência de vozes contemporâneas como as comédias de Woody Allen e Larry David. É um prazer ver tantos actores, dos pequenos papéis aos principais protagonistas, em plena harmonia com o seu texto e a deixarem a sua marca nos personagens. A história é um bizarro conto de fadas moderno, uma call girl que tenta ser actriz tem um encontro acidental que muda a sua trajetória por entre um rol de peripécias com os homens que estão obcecados pela sua inocência e a maneira decidida de viver a vida. A narrativa vive de uma teia de relações e colisões inesperadas entre os personagens que proporcionam uma torrente de riso em situações burlescas. O ritmo avassalador dos diálogos, a acção e o elenco estrelar fazem a mistura de farsa com as nuances da vida como a infidelidade, o amor e os sonhos, a espiritualidade e a sexualidade regado com uma grande dose de loucura, o filme é uma injeção de magia cinematográfica e um antidoto contra o cinismo.

tres estrelas

Título Nacional Ela é Mesmo... o Máximo Título Original She's Funny That Way Realizador Peter Bogdanovich Actores Imogen Poots, Owen Wilson, Jennifer Aniston Origem Alemanha/Estados Unidos Duração 93’ Ano 2014

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº38)

Mídia

Modificado emsábado, 03 dezembro 2016 13:11

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