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Actualizado às 11:08 AM, Oct 16, 2019

A Comuna

A Comuna © Ola Kjelbye

Baseado na peça de teatro do próprio Vinterbeg em que se narra a sua infância vivida numa comuna dos anos 1970 em Copenhaga, onde a sua família albergou em casa uma série de amigos com os quais se formava uma pequena democracia e uma ideia de partilha de intimidade e da vida. A família descrita no fim é formada por um grupo de amigos e estranhos que acredita na utopia do amor livre. Jantaradas e bebedeiras constantes, discussões políticas, partilha sexual e outros excessos enchiam uma casa num bairro burguês da capital dinamarquesa.

O realizador de «Festen» está do lado da utopia ou, pelo menos, do sonho ideológico rebelde de colocar em causa as tradições familiares mais conformistas. Essa proximidade à situação e às personagens é assumidamente afetiva e passa para o espetador. É muito fácil ficarmos apaixonados por esta gente com tanta vida e exuberância. Gente que chora, ri, brinda e abraça a vida com uma sofreguidão que hoje não existe. «The Commune» tem uma grande vantagem: não se fica pela vénia a um liberalismo saudoso, mostra também as consequências dessa possibilidade de sonho. Mostra-nos a fatura emocional que essa geração pagou e transformou a Dinamarca numa nação deprimida. Catártico ou não, não tem receio em mostrar as consequências da “idade do amor”. Quando é preciso algum cinismo, próprio do seu cinema, não falha. O cinema dinamarquês continua a chegar com precisão a um público vasto e universal...

Mídia

Modificado emquarta, 24 agosto 2016 23:38

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