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Actualizado às 11:21 PM, Dec 4, 2019

Oscars 2016 - Melhor Filme - O Caso Spotlight

O Caso Spotlight foi uma das poucas surpresas da cerimónia aos vencer o principal Oscar da noite. Os produtores recordaram que a sua obra é "a voz dos sobreviventes" e que o Oscar amplia essa voz até fazer "ressonância" no Vaticano. Também referiram o acto heróico e a importância dos jornalistas de investigação.

Nomeados

A Ponte dos Espiões
Steven Spielberg

A Queda de Wall Street
Adam McKay

Brooklyn
John Crowley

Mad Max: Estrada da Fúria
George Miller

O Caso Spotlight (Vencedor)
Tom McCarthy

Perdido em Marte
Ridley Scott

Quarto
Lenny Abrahamson

The Revenant : O Renascido
Alejandro González Iñárritu

Oscars 2016 - Melhor Actriz - Brie Larson

Brie Larson agradeceu aos festivais onde o filme arrancou (Telluride e Toronto), ao realizador Lenny Abrahamson e ao seu parceiro no ecrã Jacob Tremblay, terminou prestando tributo aos fãs e aos espectadores que vão ao cinema.

Nomeados

Brie Larson (Vencedora)
Quarto

Cate Blanchett
Carol

Charlotte Rampling
45 Anos

Jennifer Lawrence
Joy

Saoirse Ronan
Brooklyn

Oscars 2016 - Melhor Actor - Leonardo DiCaprio

Finalmente é a noite de DiCaprio nos Oscars! O actor teve direito a ovação de pé e retribuiu com um dos melhores discursos da noite. Agradeceu ao "irmão" no ecrã Tom Hardy, ao talento que Alejandro González Iñárritu tem forjado nos últimos anos e à experiência cinematográfica proporcionada por Emmanuel Lubezki.
Referiu que o filme fala da experiência do homem com a natureza lembrando a gravidade iminente para a humanidade do aquecimento global e a necessidade do apoio aos líderes do mundo que falam pelas pessoas que são mais afectadas pelas políticas da ganância.

Nomeações

Bryan Cranston
Trumbo

Eddie Redmayne
A Rapariga Dinamarquesa

Leonardo DiCaprio (Vencedor)
The Revenant : O Renascido

Matt Damon
Perdido em Marte

Michael Fassbender
Steve Jobs

Oscars 2016 - Melhor Actriz Secundária - Alicia Vikander

Ganhou a favorita, Alicia Vikander, a jovem actriz sueca que está em tudo o que é filme, na sua primeira nomeação aos Oscars. Alicia Vikander partilhou o seu prémio com a equipa técnica e o elenco e agradeceu ao realizador pelo seu apoio e a Eddie Redmayne por elevar o seu talento de actriz. 

Nomeadas

Alicia Vikander (Vencedora)
A Rapariga Dinamarquesa

Jennifer Jason Leigh
Os Oito Odiados

Kate Winslet
Steve Jobs

Rachel McAdams
O Caso Spotlight

Rooney Mara
Carol

Carol

Na lista de candidatos aos Oscars, encontramos «Carol» com uma magnífica performance: nada mais nada menos que seis nomeações, incluindo duas no sector de interpretação, para Cate Blanchett e Rooney Mara, respectivamente para melhor actriz e melhor actriz secundária.

Se a temporada dos prémios vai gerando alguma frágil lógica de “vencedores” e “vencidos”, podemos até supor que «Carol» não surgirá na linha da frente da cerimónia do dia 28 de Fevereiro (mesmo Blanchett, até certa altura tida como favorita, poderá ceder a honra à também brilhante Brie Larson, em «Room»). Seja como for, seria importante que um filme como este não ficasse prisioneiro de qualquer simplismo mediático. De facto, com ou sem prémios, Todd Haynes conseguiu a proeza de revitalizar o mais clássico modelo melodramático, por assim dizer, expondo o seu avesso moral.
Não é uma surpresa, claro. Afinal de contas, em 2002, com Julianne Moore no papel central, Haynes assinara o belíssimo «Longe do Paraíso», assumindo-se como herdeiro directo de uma tradição que tem em Douglas Sirk (1897-1987) uma referência primordial. «Carol», adaptando o primeiro romance de Patricia Highsmith (1921-1995), centrado na paixão de duas mulheres, em 1952, recupera um vector fundamental dessa tradição. A saber: a ocultação social dos movimentos amorosos exprime-se através das singularidades do desejo e da irredutibilidade dos corpos — a contradição que assim se exprime está no cerne de qualquer escrita melodramática.

Há, por isso, em «Carol», um desafio, simultaneamente estético e comercial, simbólico e industrial, cuja pertinência se tem reforçado nos últimos anos. Trata-se de saber se, num espaço de produção e difusão em que os “blockbusters” ainda impõem as suas leis, continua (ou não) a haver lugar para um cinema que não abdica da intimidade das personagens e, nessa medida, se enraíza na verdade específica do trabalho dos actores... Enfim, simplificando, para além da excelência narrativa de Haynes, digamos que Blanchett e Mara nos garantem que tal cinema, com a sua contagiante intensidade humana, não desapareceu.

Título Nacional
Carol
Título Original
Carol
REALIZADOR
Todd Haynes
ACTORES
Cate Blanchett
Rooney Mara
Kyle Chandler
ORIGEM
Estados Unidos
DURAÇÃO
118’
ANO
2015

Estrelas: 5

Quarto

Conhecemos o realizador irlandês Lenny Abrahamson através de Frank (2014), filme cuja personagem central, interpretada por Michael Fassbender, tinha a particularidade de “enfrentar” o mundo à sua volta usando uma enorme cabeça de cartão... Em qualquer caso, nem mesmo a fascinante estranheza desse filme nos terá preparado para a beleza, terrível e convulsiva, deste Quarto (Room no original, baseado no romance de Emma Donoghue, também responsável pelo argumento).

Este é um daqueles casos em que, mais do que nunca, importa respeitar o direito do leitor/espectador descobrir o filme sem receber excessiva informação sobre aquilo que vai ver — de facto, uma coisa é apresentar um filme, outra é “explicá-lo” como se se reduzisse a peripécias mais ou menos lineares.
Digamos, então, para simplificar, que esta é a história de dois seres que vivem em clausura: Jack (Jacob Tremblay) foi educado pela mãe (Brie Larson) a entender o seu quarto, não como uma divisão de uma casa, mas sim o mundo todo — não se trata de um quarto, mas de “Quarto”, como se fosse uma cidade ou um país.
Questão eminentemente cinematográfica: como expor um espaço claustrofóbico onde, em todo o caso, se vive uma vida de inusitada complexidade e energia? Mais do que isso: caso seja possível sair desse “Quarto”, como dar a ver o exterior que, afinal, para o olhar de Jack, não é o complemento físico da sua existência anterior, mas uma verdadeira galáxia, povoada de seres e significados que ele não sabe como interpretar?
É raro um objecto de cinema conseguir retomar o mais ancestral dos temas — o amor de uma mãe pelo filho — para arquitectar uma narrativa tão delicada, capaz de nos confrontar com a vulnerabilidade primordial da dimensão humana. Daí que Quarto seja, ao mesmo tempo, uma viagem fantástica e o mais realista dos filmes, uma história de radical intimismo e uma fábula contemporânea sobre a omnipresença do Mal e o desejo do Bem.
Simplificando ainda mais, acrescentemos que nada disto poderia acontecer sem uma “mise en scène” apoiada numa admirável direcção de actores. Ou ainda: Brie Larson vai ganhar o Oscar.

REALIZAÇÃO
Lenny Abrahamson

ACTORES
Brie Larson, Jacob Tremblay, Sean Bridgers, Wendy Crewson, Amanda Brugel

Duração: 118 min.

2015, Irlanda/Canadá

* * * * *

 

Whiplash - BD

«Whiplash» nasce a partir da homónima curta-metragem de Damien Chazelle, que tinha igualmente a participação de J.K. Simmons, é directamente inspirado no percurso musical do realizador. J.K. Simmons que tem arrasado sempre que participa num filme faz mais do mesmo em «Whiplash» vencendo o Oscar de Melhor Actor Secundário por este desempenho em 2015. O filme foi em crescendo de Sundance aos Oscars numa história sobre as provas de fogo de um jovem aspirante a baterista de jazz que ambiciona ser o melhor mundo, para isso terá de suplantar a exigência extrema de um professor de conservatório que dirige a banda como fosse um oficial da recruta militar, este também procura o próximo gigante musical. A realização tem um ritmo alucinante nos ensaios e performances ao vivo de bateria que só descamba quando se introduz subtemas que não têm pernas para andar (relação com o pai e a namorada) quando regressa e questiona, os sacrifícios, a ambição sem limites e o atingir de metas impossíveis nas vicissitudes do duo, o aprendiz e o mestre, «Whiplash» é um valente abanão nos sentidos.

Sniper Americano - BD

Clint Eastwood aos 80 anos e na sua trigésima quinta realização contínua imparável, «Sniper Americano» foi o maior sucesso, crítico e financeiro, da sua carreira. É inspirado em factos verídicos, na história de Chris Kyle, um navy seal e o melhor sniper da história do exército americano. Destaque para o profundo trabalho de pesquisa e adaptação do livro presentes na escrita do argumento de Jason Hall. Este filme obrigatório é um eloquente tratado sobre a guerra e as consequências humanas do ponto de vista do protagonista dividido por deus, pátria e família. Encontramos o amor a paredes meias com o dever pelos camaradas de armas durante várias campanhas de guerra no Iraque. O argumento conseguiu destilar perfeitamente o papel de Chris Kyle no lado intimo e familiar perante a guerra, uma dualidade que remete o filme para outra dimensão transformando-se também numa história de amor e de sofrimento daqueles que ficam na terra mãe. «Sniper Americano» tem um fervor patriótico mas nunca cai no maniqueísmo lançando o debate sobre o real esforço de guerra na América. Nota final para a performance de Bradley Cooper numa interpretação exigente a nível físico e psicológico volta a provar todo o seu talento dramático neste tributo a um herói americano.

A edição blu-ray conta com um making of e um magnifico documentário de produção.

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