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Actualizado às 11:37 PM, Nov 4, 2019

«From Earth to the Moon» HBO - estreia

A HBO assinala o 50º aniversário da chegada de Apollo à lua, com a apresentação especial da série de drama, vencedora de um EMMY® e do Globo de Ouro em 1998, FROM THE EARTH TO THE MOON. Os 12 episódios que a compõem chegam em exclusivo, à HBO Portugal, no dia 15 de julho.

Para celebrar este aniversário, a 20 de julho, os efeitos visuais de definição padrão foram substituídos por novos efeitos visuais, baseados em modelos de referência da NASA.

As filmagens foram realizadas em mais de 100 locais diferentes, incluindo o Centro Espacial John F. Kennedy, em Cabo Canaveral, além de vários outros locais na Flórida, como o Naval Training Center e a Utility Commission (ambos em Orlando), bem como a Edwards Air Force Base e a Tustin Marine Air Corps Station na Califórnia, Anza Borrego State Park na Califórnia, e em Washington, a NASA permitiu o acesso da produção a muitas áreas e edifícios no Centro Espacial John F. Kennedy, que foram realmente usados ​​durante o programa espacial, incluindo as plataformas de lançamento, o edifício de montagem dos veículos, consultórios médicos da NASA e o Mercury Command Center (Mercury Mission Control).

Vencedora do Emmy® de melhor minissérie em horário nobre, FROM THE EARTH TO THE MOON é protagonizada por David Andrews, Adam Baldwin, David Clennon, Gary Cole, Matt Craven, Brett Cullen, Tim Daly, Cary Elwes, Sally Field, Dave Foley, Al Franken, Tony Goldwyn, Mark Harmon, Tom Hanks, Peter Horton, Chris Isaak, Tcheky Karyo, Daniel Hugh Kelly, Ted Levine, Ann Magnuson, DeLane Matthews, Jay Mohr, Elizabeth Perkins, Kevin Pollak, James Rebhorn, Stephen Raiz, Alan Ruck, Diana Scarwid, Peter Scolari, Nick Searcy, Grant Shaud, Lane Smith, Cynthia Stevenson, Jobeth Williams e Rita Wilson. Tom Hanks é o produtor executivo da minissérie, que conta ainda com produção de Brian Grazer, Rob Howard e Michael Bostick, da Imagine Entertainment.

Fonte: HBO

Spielberg, Streep e Hanks em «The Papers»

A rodagem de «The Papers», o novo filme de Steven Spielberg, iniciou-se na passada terça-feira, 30 de maio. A equipa inclui Meryl Streep e Tom Hanks a encabeçar um extenso elenco, é a primeira vez que estas duas lendas vivas vão contracenar no ecrã sob a direção de Steven Spielberg.

O projecto anteriormente intitulado “The Post” tem estreia prevista para o Natal de 2017  nos Estados Unidos e espera-se que chegue a Portugal no início de 2018. Steven Spielberg está neste momento num moroso processo de pós-produção de «Ready Player One» o seu filme sci-fi que estreia em Março 2018. Depois de «The Papers» Spielberg tem agendada a realização do drama histórico «The Kidnapping of Edgardo Mortara».

«The Papers» relata factos verídicos e tem evidentemente um paralelismo para a actual situação política nos Estados Unidos. O filme conta como o Washington Post e o New York Times, em Junho de 1971 tiveram um papel na defesa da liberdade de expressão na divulgação dos Pentagon Papers ao público. Os documentos eram um estudo ultra-secreto do Pentágono que colocavam a nu a futilidade da guerra no Vietnam e a falacia perpetuada pela administração de Richard Nixon que estava a mentir aos americanos sobre as consequências do conflito. Na época, Katherine Graham (Meryl Streep) do Washington Post, procurava ainda fortalecer a sua posição enquanto a única mulher no país na liderança de um jornal, e Ben Bradlee (Tom Hanks), o editor volátil da publicação, reunia esforços para reestruturar o jornal em dificuldades. Juntos formaram uma equipa improvável, forçados a unirem esforços no apoio do New York Times que foi impedido de divulgar todos os Pentagon Papers. Bradlee e Graham lutaram contra a Administração Nixon para publicar os restantes documentos.

«The Papers» é feito à medida da temporada dos prémios esperando ser um pretendente aos Oscars. Além de realizar o filme, Spielberg assume também a produção, juntamente com Amy Pascal e Kristie Macosko Krieger. O argumento foi escrito por Liz Hannah e Josh Singer (co-argumentista de «O Caso Spotlight»). O elenco inclui ainda Alison Brie, Carrie Coon, David Cross, Bruce Greenwood, Tracy Letts, Bob Odenkirk, Sarah Paulson, Jesse Plemons, Matthew Rhys, Michael Stuhlbarg, Bradley Whitford e Zach Woods. O filme é uma co-produção da 20th Century Fox e a Amblin Entertainment.

Extremamente Alto, Incrivelmente Perto

O realizador britânico Stephen Daldry (O Leitor, As Horas) aborda o vazio na memória provocado pela perda abrupta de um ente querido. Neste caso a ferida aberta do 11 de Setembro é revista através de uma criança (especial) que vê o mundo de uma perspectiva única. Oskar (Thomas Horn) perdeu o pai nos atentados do World Trade Center (Hanks interpreta o pai de Oskar, e está igual a si mesmo). A manhã do pior dia da sua vida atormenta a existência de Oskar a cada instante, a forte relação com o pai impede-o de viver sem respostas para acções que não fazem sentido. O protagonista é uma criança com necessidades especiais que a parte das “fobias” do mundo real também possui dons de observação e inteligência que o diferem de alguém da sua idade. A descoberta de uma “pista”, um ano após a morte do pai, leva-o a palmilhar Nova Iorque à procura de um sinal. Uma expedição que o torna mais próximo do falecido pai e cada vez mais distante da mãe (Sandra Bullock) que lida igualmente com a tragédia, e o distanciamento do filho. Uma interpretação pequena mas bem acentuada por parte de Bullock. A segunda metade do filme é marcada pela masterclass de Max Von Sydow, no desempenho paradoxal do misterioso inquilino da sua avó que é um homem mudo que representa alguém com quem Oskar pode expressar livremente os seus sentimentos. Uma nota também para o pequeno mas não menos belo papel de Viola Davis.

O destaque interpretativo vai para Thomas Horn, uma criança sem experiência de representação e que teve entre mãos um papel complicado. Horn demonstrou coragem, dedicação e tenacidade, espera-se que continue a explorar a arte da representação. A realização de Stephen Daldry não se perde no enigma narrativo preferindo desenvolver a vertente profundamente humana da tragédia através de várias cenas a solo onde a observação da dor profunda dilui-se na poesia da imagem. Mais uma vez, após Billy Elliot (2011), Daldry revela o seu dom para trabalhar com jovens actores.

A edição em DVD da Warner/ZON Lusomundo contém um extra - Finding Oskar (7´), revela-nos Thomas Horn, e como ele se tornou actor após ter sido descoberto num concurso televisivo pela produção do filme. Segundo o elenco, Horn é uma fonte de informação e estimulação. O realizador recorda, “Horn sabia o que estava a fazer e tinha uma metodologia”, ele não era um actor mas tinha os instintos correctos, não ficou intimidado nem teve dificuldade em encontrar o “momento”.

tres estrelas

Título Nacional Extremamente Alto, Incrivelmente Perto Título Original Extremely Loud & Incredibly Close Realizador Stephen Daldry Actores Thomas Horn, Tom Hanks, Sandra Bullock Origem Estados Unidos Duração 129’ Ano 2016

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº0.5)

 

Tom Hanks, um herói clássico

A odisseia do Airbus que aterrou no rio Hudson, em 2009, surge agora transfigurada num espantoso filme de Clint Eastwood, com Tom Hanks no papel central — este texto foi publicado no Diário de Notícias (7 Setembro), com o título 'Clint Eastwood, um herói, o seu avião e a aterragem dele'.

Por vezes, o cinema consegue a proeza de intensificar o que já sabíamos, ou julgávamos saber, através do jornalismo. Um filme pode mesmo funcionar como uma espécie de viagem jornalística através da mais radical intimidade dos seres humanos. O novo filme realizado por Clint Eastwood, Milagre no Rio Hudson, é um desses objectos mágicos, afinal apaixonado pela objectividade.

E o que já sabíamos foi, de facto, assunto de primeira página em todo o mundo. No dia 15 de Janeiro de 2009, o voo 1549, da US Airways, partiu do aeroporto de LaGuardia, na zona norte de Nova Iorque. Poucos minutos depois, um bando de pássaros inutilizou os dois motores do avião, um Airbus A320, obrigando o comandante Chesley Sullenberger a uma decisão drástica: tentar voltar atrás, correndo o risco de despenhar-se numa zona habitacional, ou dirigir-se para... as águas do rio Hudson?

Sullenberger e o seu primeiro oficial, Jeffery Skiles, conseguiram a proeza de manter o avião em equilíbrio, “aterrando” na água, para mais num dia de agrestes temperaturas negativas. A impressionante serenidade do comandante e da tripulação, rapidamente auxiliados por diversas embarcações do porto de Nova Iorque, garantiu o salvamento de todas as 155 pessoas a bordo do Airbus.
A imagem do avião com dois escorregas insufláveis junto às asas tornou-se um símbolo universal da operação (servindo agora de inspiração a um dos cartazes do filme). Sullenberger foi rapidamente mediatizado através do diminutivo usado pelos seus companheiros, “Sully” (é esse, aliás, o título original do filme), mas até que ponto essa proximidade gerada pelos meios de informação correspondia a um genuíno conhecimento da personagem?

É dessa dúvida que parte o filme de Eastwood, aliás inspirando-se no livro que Sullenberger escreveu com Jeffrey Zaslow, agora editado entre nós, também com o título Milagre no Rio Hudson (ed. Marcador). É uma dúvida tanto mais pertinente quanto Sully viveu uma segunda odisseia, por certo menos épica, mas profundamente perturbante: a comissão de inquérito nomeada para estudar o acidente começou por considerar que ele não garantiu a segurança possível — regressando a LaGuardia ou a outro aeroporto igualmente próximo —, argumentando através de diversas simulações de computador que, com e sem intervenientes humanos, consideraram a manobra o Airbus um erro evitável.

Eastwood consegue a proeza de fazer um filme de imaculado classicismo, ao mesmo tempo colocando-se entre a vanguarda tecnológica. Clássico, Milagre no Rio Hudson é-o pela visão moral do herói solitário — Sully é aquele que não abdica da necessidade de considerar o factor humano como elemento insubstituível da percepção do mundo. Ao mesmo tempo, numa época em que se confunde o trabalho de efeitos especiais com a invenção de monstros digitais, este é um exemplo raro de integração desses efeitos para encenar algo tão inusitado como um avião a “aterrar” num rio...

Escusado será lembrar que a sua sensibilidade artística está indissociavelmente ligada à decomposição dos valores do “western” clássico, precisamente o género que, até finais da década de 50, mais e melhor condensou uma visão mítica e redentora da construção da própria América. Aliás, Eastwood ficou como um símbolo central dessa decomposição através dos filmes que, entre 1964 e 1966, rodou em Itália sob a direcção de Sergio Leone (Por um Punhado de Dólares, Por Mais Alguns Dólares e O Bom, o Mau e o Vilão).
Chesley Sullenberger, o Sully filmado por Eastwood, pode ser visto como um herdeiro tardio, deliciosamente anacrónico, de um ideal de heroísmo (entenda-se: de dedicação à vida social) que até o próprio “western” foi perdendo. E não haveria muitos actores como Tom Hanks capazes de representar a comovente vulnerabilidade de um ser humano compelido a viver uma situação para a qual, nem mesmo do ponto de vista meramente técnico, foi (ou podia ter sido) preparado. Podemos apostar que a personagem de Sully valerá a Hanks, no mínimo, mais uma nomeação para o Oscar de melhor actor.

  • Publicado em Feature

Milagre no Rio Hudson

Um cineasta magnânimo, um ator irrepreensível e uma história real miraculosa poderão ser os ingredientes de um grande filme. Bem, nem sempre. «Milagre no Rio Hudson», assinado pelo mestre Clint Eastwood e com Tom Hanks no papel principal, traz para o grande ecrã a história inacreditável de quando o piloto Chesley ‘Sully’ Sullenberger conseguiu amarar um avião em pleno rio Hudson, em Nova Iorque, no ano de 2009. Em segundos, Sully passou de um piloto desconhecido para um herói nacional, pasmando o mundo com a sua perícia. Contudo, o que nem todos sabem – e que este filme explora – é a história que se seguiu e a investigação de que Sully foi alvo, colocando em causa a sua carreira.
Eastwood é um realizador que nos consegue prender à narrativa e transportar-nos para a realidade dos personagens retratados como se também a vivêssemos. Em «Milagre no Rio Hudson», este magnetismo mantém-se, apesar de o resultado final ficar muito longe de obras como «Mystic River» (2003), «Gran Torino» (2008) e até «Sniper Americano» (2014). Falta alguma profundidade numa obra que não chega a encontrar o seu verdadeiro auge.

Tom Hanks acaba por salvar o filme, entregando todo a sua eloquência expressiva e amplitude dramática a um personagem com o qual simpatizamos de imediato. O ator norte-americano jamais falha e esta é mais uma das suas interpretações que valem a pena ser vistas. Aaron Eckhart e Laura Linney acompanham o protagonista e acrescentam mais valor à obra, lamentando-se apenas que a fabulosa atriz não tenha uma participação mais assinalável.

«Milagre no Rio Hudson» impressiona pelos seus incríveis efeitos especiais, uma fotografia enriquecedora de Tom Stern e uma montagem dinâmica, que marca o bom ritmo da obra. O filme é inaudito nos detalhes mas fica aquém no cômputo geral, com um argumento mole e que acaba por não ir ao fundo da questão. Com Eastwood no controlo e Hanks como copiloto, esperar-se-ia um pouco mais.

tres estrelas

Título Nacional Milagre no Rio Hudson Título Original Sully Realizador Clint Eastwood Actores Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney Origem Estados Unidos Duração 95’ Ano 2016

 

Clint Eastwood dirige Tom Hanks em «Sully»

O aclamado realizador norte-americano Clint Eastwood volta a um género que lhe é caro: o biopic – aliás, tal como a sua obra anterior, «Sniper Americano» (2014). O protagonista desta vez é Chesley “Sully” Sullenberger, que surpreendeu o mundo em janeiro de 2009 quando salvou 155 pessoas ao conseguir amarar um avião no Rio Hudson. A história é heróica, mas Eastwood quis ir mais longe e foca-se na vida de Sully após o acontecimento. “As pessoas viram a amaragem, mas o conflito reside no que aconteceu a seguir. Houve uma investigação sobre a sua decisão e foi criada a imagem de que ele tinha feito a coisa errada, que talvez ele pudesse ter voltado para La Guardia ou Teterboro. O que aconteceu à porta fechada é o que a maioria das pessoas não sabe”, conta o cineasta.

Para interpretar a personagem, foi escolhido um dos atores norte-americanos mais renomados e também mais queridos do público, Tom Hanks. É a primeira vez que Eastwood e Hanks trabalham juntos e uni-los no mesmo filme é um ingrediente que, por si só, alavanca qualquer obra. Os dois tiveram a oportunidade de conhecer Sullenberger durante a produção do filme e o cineasta recorda o momento: “Posso ver por que ele se tornou numa figura tão icónica. Ele é o tipo de homem que entra num sítio e cria a confiança de que está tudo sob controlo”.

História: A história verídica do piloto norte-americano Chesley Sullenberger (Tom Hanks), que, em 2009, amarou um avião cheio de passageiros em pleno rio Hudson, em Nova Iorque. Mas este filme conta o que aconteceu depois disso e o que pode arruinar a vida de um herói.
Realizador: Clint Eastwood («Imperdoável», 1992; «Cartas de Iwo Jima», 2006)
Elenco: Tom Hanks, Laura Linney, Aaron Eckhart
Data de estreia prevista: 9 de setembro (EUA)

  • Publicado em Feature

Tom Hanks​ como Robert Langdon em «INFERNO» - trailer

Ron Howard, realizador galardoado com dois Óscares® da Academia, regressa com o mais recente bestseller da série bilionária Robert Langdon de Dan Brown (O Código da Vinci), INFERNO. Neste, o famoso simbologista, novamente interpretado por Tom Hanks, encontra um trilho de pistas que levam ao próprio Dante. Quando Langdon acorda, com amnesia, num hospital italiano alia-se a Sienna Brooks (Felicity Jones), uma médica que ele espera que o ajude a recuperar as suas memórias. Juntos eles correm pela Europa e contra o tempo para impedir um homem louco de libertar um vírus global que poderá dizimar metade da população mundial.

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