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Actualizado às 11:21 PM, Dec 4, 2019

Russell Crowe dirige Nicole Kidman

Russell Crowe vai voltar a sentar-se na cadeira de realizador, o australiano estreou-se em 2014 com «A Promessa de Uma Vida» e brevemente vai dirigir e contracenar ao lado de Nicole Kidman em «Inside The O´Briens».

Russel Crowe tem o papel de protagonista como um agente da polícia no Massachusetts, o seu personagem tem uma vida pacata com a sua mulher e os seus quatro filhos mas subitamente começa a ter um comportamento errático e involuntário, os sintomas são diagnosticados como a doença de Huntington.

Russell Crowe tem duas estreias agendadas nas salas nacionais nas próximas semanas, primeiro a 26 de Maio ao lado de Ryan Gosling na comédia de acção «Bons Rapazes» e depois a 2 de Junho em «Pais e Filhas», um elenco que conta com a participação de Amanda Seyfried e Aaron Paul.

Rainha do Deserto

A vida de Gertrude Bell, a mulher que nos anos 20 teve um papel instrumental na forma como o Médio Oriente ficou dividido, não deu um bom filme. O argumento de Herzog explora a sua juventude e o primeiro desgosto amoroso, uma paixão proibida por um homem de baixa condição social. Mais tarde, Bell tornou-se escritora, arqueóloga e aventureira, tendo mantido com o povo beduíno uma relação privilegiada. Nicole Kidman, de cabelo dourado e sempre muito maquilhada, passeia-se de camelo pelo deserto em pose de diva mas nunca nos dá a conhecer a verdadeira alma de uma mulher que acabou por ser agente secreta da coroa britânica e amiga pessoal de T.E. Lawrence (interpretado sem genica alguma por Robert Pattinson), exatamente Lawrence da Arábia. Mas se é verdade que o cineasta alemão quis fazer a sua “versão feminina de Lawrence da Arábia”, também é verdade que a espessura épica de David Lean não é para aqui chamada. O que é infelizmente convocado é um academismo insuportável, próprio de uma lição de História decorativa. Todo o filme parece demasiado polido, carece da habitual excentricidade de Herzog, que aqui em Berlim referiu que este seu trabalho pode ser visto como um gesto feminista. Claro que não pode. Não basta filmar uma heroína a suar no deserto para ganhar um carimbo feminista...Também sem sal estão os homens do filme: Damian Lewis e o omnipresente James Franco, a interpretar os dois homens que Gertrude amou. A pior obra da carreira do grande cineasta alemão.

Queen of the Desert de Werner Herzog

Rui Pedro Tendinha em Berlim

Texto originalmente publicado na revista Metropolis nº 27

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