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Actualizado às 11:21 PM, Dec 4, 2019

«Operação Hummingbird» com Jesse Eisenberg

Neste épico da era moderna, Kim Nguyen expõe o lado implacável do nosso mundo cada vez mais digital. Dois primos de Nova Iorque, Vincent (Jesse Eisenberg) e Anton (Alexander Skarsgård), participam no jogo de alto risco que são as Negociações de Alta Frequência, onde a vitória é medida em milissegundos. O sonho deles? Construir um cabo de fibra ótica em linha reta entre o Kansas e Nova Jérsia, o que lhes trará milhares de milhões.

Mas nada é simples neste plano débil. Anton é o cérebro, Vincent é o negociador, e juntos levam-se a si mesmos e a toda a gente à sua volta ao ponto de rutura nesta aventura quixotesca. Sempre em cima deles está a sua antiga chefe, Eva Torres (Salma Hayek), uma corretora poderosa, intoxicante e manipuladora que não olhará a meios para se colocar entre eles e derrotá-los no seu próprio jogo. Custe o que custar, Vincent e Anton estão determinados a atravessar a América, mas só encontrarão a redenção no fim da linha, não através do dinheiro, mas através da família e de um regresso à natureza.

Café Society

50 anos. 47 filmes. Será que a matemática pode auxiliar uma crítica em apuros? Vista à luz da última década e meia, a longa e profícua carreira de Woody Allen parece, cada vez mais, aproximar-se de uma permutação simples. Estarão esgotados os diferentes arranjos que deram forma a perfeitos triângulos, quadrados ou mesmo pentágonos amorosos?

Marca indelével do Autor, esta visão trágico-cómica das relações, da vida como uma eterna dança de cadeiras, onde a sorte e o timing ditam o destino de cada um, sustenta o esqueleto narrativo de «Café Society». A luz dourada com que Vittorio Storaro banha as personagens e os cenários faustosos de Hollywood na década de 30 ajuda um pouco a iluminar uma história de tons pardos. Vindo de Bronx, Bobby (Jesse Eisenberg) é um jovem ambicioso que procura em Los Angeles uma oportunidade de singrar na vida. O seu tio, Phil (Steve Carell), um poderoso agente com uma carteira de clientes recheada de estrelas, oferece-lhe não só um emprego no showbiz como também lhe apresenta a mulher por quem ele se vai apaixonar, a mulher que lhe vai partir o coração: Vonnie (Kristen Stewart).

Jesse Eisenberg faz um trabalho espantoso ao dar vida própria à personagem que interpreta conseguindo descolar-se do papel de avatar de Allen a que parecia fadado – como Owen Wilson em «Meia-Noite em Paris» (2011) – enquanto finta, com grande habilidade, umas quantas linhas menos felizes do argumento – algo que até o talentosíssimo Joaquin Phoenix fracassou em «Homem Irracional» (2015). Já Kristen Stewart, que com a sua atitude blasé parece ter encantado a imprensa internacional, parece-me a mim sofrer demasiado com a caracterização e figurinos de menina, de bandelete, lacinhos e meias brancas. A voz de Allen como narrador omnisciente sobrepõe-se a tudo isto – à fotografia, às interpretações –, com pouco proveito e, até certo ponto, funcionando como uma barreira que impede um maior envolvimento emocional do espectador.

Comparar «Café Society» com outras obras maiores da carreira de Woody Allen é tentador. É inevitável não ver neste filme, como em «Blue Jasmine» (2013), um certo desencanto, uma tristeza fina que se impõe como nota dominante onde antes reinava uma espécie original de sarcasmo optimista. O entusiasmo e a expectativa nem por isso nos abandona quando o 48.º filme já espreita à esquina.

tres estrelas

American Ultra: Agentes Improváveis

Jesse Eisenberg é a estrela de «American Ultra: Agentes Improváveis», o actor mostra uma nova faceta no seu arsenal interpretativo num desempenho a la Jason Bourne de um personagem que “desperta” do seu dia-dia pacato de “junkie” numa vilória no meio dos Estados Unidos para se transformar inesperadamente numa máquina de guerra. Após uma lavagem cerebral Mike Howell (Jesse Eisenberg) vive com a sua namorada Phoebe Larson (Kristen Stewart), dois "junkies" super apaixonados que nunca conseguem concretizar os seus sonhos de viajar para outras paragens porque Mike tem ataques de pânicos que o impedem de entrar num avião. Quando o programa de proteção de Mike está prestes a ser eliminado por um psicopata da CIA (Topher Grace) desejoso de marcar pontos, a agente de controlo de Mike tem outros planos e acorda o seu activo para se defender da batalha que estás prestes a começar. O grande espectáculo pirocténico e assassinos altamente treinados começam a desaguar na pequena cidade onde são reveladas algumas surpresas como a verdadeira identidade da namorada de Mike e os instintos de matador do “junkie” que inocentemente só deseja paz, sossego, matrimónio e mais uma passa... Kristen Stewart continua a ser a melhor actriz do mundo a dar cartas com o seu ar de puro desinteresse e Jesse Eisenberg surpreende, é a marca de um bom actor. Um original filme de acção escrito por Max Landis («Crónica») e realizado por Nima Nourizadeh («Projecto X: Fora de Controlo»).

tres estrelas

Título Nacional American Ultra: Agentes Improváveis Título Original American Ultra Realizador Nima Nourizadeh Actores Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Connie Britton Origem Estados Unidos Duração 96’ Ano 2015

«Justice League» - As super-estrelas da DC

A Warner divulgou este sábado (23) na Comic-Con International em San Diego o primeiro trailer de «Justice League». Batman, Wonder Woman, Aquaman, The Flash e Cyborg aparecem no vídeo do filme, realizado por Zack Snyder. Apesar de não aparecer no trailer, Superman (Henry Cavill) está na primeira imagem oficial divulgada pelo estúdio.

O filme conta nos principais papéis com Henry Cavill, Jason Momoa, Ben Affleck, Amy Adams, Jesse Eisenberg, Ezra Miller, J.K. Simmons, Jeremy Irons e Willem Dafoe. O filme tem estreia mundial agendada para Novembro de 2017.

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Ensurdecedor

Norueguês nascido na Dinamarca em 1974, Joachim Trier carimbou seu passaporte para a ala dos diretores mais promissores da Europa de hoje com «Oslo, 31 de Agosto» (2011). Partiu dali para voos mais ousados, compondo um elenco multinacional com talentos reconhecíveis pelo público. A presença de Jesse Eisenberg («A Rede Social») bastou para que ele descolasse os US$ 11 milhões necessários para narrar a história de superação de luto de uma família assolada pela perda da mãe: um personagem ausente, mas metafisicamente onipresente graças ao talento de Isabelle Huppert. Ela é uma fotógrafa de guerra que morre em campo, deixando para trás um marido professor (Gabriel Byrne) e dois filhos: Eisenberg, sempre preciso é o mais velho, e o mais novo foi confiado a um talento chamado Devin Druid. Trier se alinhou com uma das tendências narrativas do festival deste ano que foi a opção por se trançar diferentes tempos (passado e presente) a cada trama e jogou essa partida com fôlego de craque, construindo um roteiro desapaixonado sobre pessoas que inventariam suas cicatrizes e aprendem a conviver com o sangue pisado. Uma sequência garante humor ao filme: o resgate de uma cena da comédia «A Esposa Surpresa» (1987), com o jovem Gabriel Byrne contracenando com Shelley Long.

Rodrigo Fonseca em Cannes, 2015

Título Nacional Ensurdecedor Título Original Louder Than Bombs Realizador Joachim Trier Actores Jesse Eisenberg, Gabriel Byrne, Isabelle Huppert Origem Dinamarca/França/Noruega Duração 109’ Ano 2015

Mestres da Ilusão 2 - trailer

Os quatro cavaleiros (Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco, Lizzy Caplan) estão de volta para nova aventura alucinante, elevando os limites da ilusão em palco a novos patamares e levando-os à volta do mundo.

Um ano após enganarem o FBI e ganharem a admiração do público com os seus espetáculos de magia ao estilo Robin dos Bosques, os ilusionistas regressam com um novo espetáculo que tem como verdadeiro objectivo expor as práticas antiéticas de um magnata da tecnologia. O homem que querem alcançar com o seu número do desaparecimento é, nada mais nada menos, que WALTER MABRY (Daniel Radcliffe), um prodígio da tecnologia que obriga os Cavaleiros a desenvolverem o seu golpe mais incrível de sempre.

A única esperança que lhes resta é realizar um último ato sem precedentes, de forma a limparem os seus nomes e revelarem o cérebro por trás de tudo.

Título Nacional Mestres da Ilusão 2 Título Original Now You See Me 2 Realizador Jon M. Chu Actores Daniel Radcliffe, Lizzy Caplan, Jesse Eisenberg, Morgan Freeman, Mark Ruffalo, Woody Harrelson, Michael Caine Origem Estados Unidos Duração 115’ Ano 2016

 

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Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça

«Batman v Super Homem: O Despertar da Justiça» é um espetáculo visual chamativo mas titubeante na sua base narrativa. A história conta a batalha (supostamente) épica de dois pujantes super-heróis: Batman (Ben Affleck) e Super-Homem (Henry Cavill). Batman está cada vez mais céptico em relação a Super-Homem que, no fundo, é um alienígena com poder suficiente para acabar com a Humanidade quando lhe der na gana. Já o Super-Homem não vê nada com bons olhos a atual conduta de Batman, que é cada vez mais radical e até cruel na forma como combate a criminalidade. Juntamos a estas desconfianças um psicótico vilão, Lex Luthor (Jesse Eisenberg), e a festa está pronta para começar.

Ora, o filme arrebata-nos com o seu poder visual, efeitos especiais de tirar o fôlego e uma realização até bastante bem conseguida de Zack Snyder, notando-se perfeitamente a sua evolução desde o esquecível «Homem de Aço» (2013). A fotografia resulta bem no cômputo geral e a banda-sonora é simplesmente genial, unindo Hans Zimmer, um veterano sempre inventivo, e Junkie XL, que mostra que é um nome a ter muito em atenção.

As coisas começam a falhar quando nos focamos no argumento, sensaborão e com alguns buracos. Apesar de haver uma boa exploração da linha ténue entre o bem e o mal, que acaba por ser o fio-condutor de toda a obra, a tal luta que tanto aguardávamos entre Batman e Super-Homem acaba por ser pouco fundamentada e resolvida de uma forma demasiado rápida. Num minuto, os heróis passam de inimigos mortais a quase melhores amigos. Além disso, há pouca exploração das personagens. Com a excepção de Batman – o rei do filme –, a complexidade dos restantes fica aquém, sobretudo quando se trata do Super-Homem, que não teve evolução narrativa desde o seu filme a solo. Tal resulta com que os atores não consigam brilhar muito, sobretudo Amy Adams, que acaba por ficar com uma Lois Lane qual dama em apuros e com pouca dimensão. Apesar de tanta controvérsia, Ben Affleck cumpre e até surpreende em alguns momentos, compondo um Batman mais sofrido e cínico do que noutras versões cinematográficas. Destaque ainda para Jesse Eisenberg, que mistura na sua personagem traços de Mark Zuckerberg de «A Rede Social» (2010) com Joker, conseguindo alguns dos momentos mais impactantes da narrativa.
Mais do que um filme por si só, «Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça» é um excelente aperitivo para os próximos filmes que se seguem nas adaptações da DC Comics. O mais próximo é «Mulher Maravilha» e a personagem, interpretada por Gal Gadot, é um dos trunfos deste filme, com uma presença misteriosa mas resplandecente e uma entrada em luta da qual muitos super-heróis teriam decerto alguma inveja.

«Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça» está muitos degraus acima de «Homem de Aço» mas ainda alguns furos abaixo da trilogia Batman de Christopher Nolan. Contudo, é um bom filme de super-heróis e entretém o espectador do príncipio ao fim – e o filme ainda é longo. Missão cumprida.

tres estrelas

Título Nacional Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça Título Original Batman v Superman: Dawn of Justice Realizador Zack Snyder Actores Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams Origem Estados Unidos Duração
151’ Ano 2016

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