logo

Entrar
Actualizado às 8:37 AM, Jun 18, 2019

Passageiros

Muita parra e pouca uva, assim é «Passageiros». Com uma história cheia de potencial em mãos, opta-se pela espetacularidade visual e pouco se salva. Uma nave espacial ruma para o outro planeta, numa viagem de 120 anos, mas Jim Preston (Chris Pratt) e Aurora Lane (Jennifer Lawrence) acordam 90 anos antes. Aos poucos, apaixonam-se mas há vários mistérios que envolvem a durabilidade da nave e o verdadeiro motivo para os dois terem acordado.

Morten Tyldum mostrou um trabalho seguro e competente em «O Jogo da Imitação» (2014), mas que pouco se assemelha a este insípido e pouco ousado filme. O motivo para a personagem Aurora acordar está envolto em vários dilemas éticos e morais, que deveria ter sido o verdadeiro foco do filme, resultando em algo muito intimista, como acontece, por exemplo, em «Gravidade» (2013). Além disso, muito poderia ser explorado com duas pessoas a vaguear pelo espaço e como essa relação se desenvolveria. Ao invés disso, essas questões são tratadas com pouca profundidade, preferindo-se apostar em mais espalhafato técnico.

Jennifer Lawrence é uma das grandes atrizes da sua geração e talento não lhe falta, conseguindo mais uma boa interpretação, apesar de não ser especialmente marcante, devido ao próprio argumento. Chris Pratt é menos carismático, mas não compromete. Os dois conseguem criar uma química aceitável, acompanhados por uma performance pertinente de Michael Sheen.

«Passageiros» tem no seu primeiro ato algo mais pungente e interessante, mas vai perdendo fôlego, tornando-se numa viagem insossa pelo Espaço, desperdiçando história e atores, apesar de cumprir em quesitos como a banda-sonora, fotografia ou efeitos especiais. Esperava-se mais, muito mais.

duas estrelas

Título Nacional Passageiros Título Original Passengers Realizador Morten Tyldum Actores Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen Origem Estados Unidos Duração 116’ Ano 2016

 

Passengers com Jennifer Lawrence - Primeira imagem

História: Jim Preston (Chris Pratt) é o passageiro de uma nave espacial que leva milhares de pessoas para um planeta longínquo, com o objetivo de colonizar o mesmo. Todavia, algo de errado acontece com o sono criogénico e Preston acorda, faltando ainda várias décadas até que se chegue ao destino. Com a prospeção de morrer sozinho, ele opta por acordar a outra passageira, Aurora (Jennifer Lawrence).

Realizador: Morten Tyldum («O Jogo da Imitação», 2014)

Elenco: Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen, Laurence Fishburne


Numa mistura de ficção científica e romance, chega-nos «Passengers», do realizador do competente «O Jogo da Imitação» (2014). O filme junta duas grandes estrelas do cinema norte-americano atual, Jennifer Lawrence e Chris Pratt. O ator tem tido cada vez mais destaque, mas em filmes tidos menos sérios como «Os Guardiões da Galáxia» (2014) e «Mundo Jurássico» (2015). Esta nova obra dar-lhe-á a oportunidade de investir num rumo mais sério, o que é expectante por si só. Além disso, será especialmente interessante ver os dois atores juntos numa história invulgar e com uma premissa simples, o que não obstou a que a Sony apostasse a sério na empreitada – o filme tem 150 milhões de dólares de orçamento. «Passengers» promete ser a grande viagem ao Espaço do ano, seguindo-se a filmes como «Perdido em Marte» (2015), «Interstellar» (2014) ou «Gravidade» (2013), com o qual encontra mais similitudes narrativas.

Data de estreia 22 de dezembro

The Hunger Games: A Revolta - Parte 2 BD

«The Hunger Games: A Revolta» coloca um ponto final na saga cinematográfica baseada na trilogia de Hunger Games, de Suzanne Collins. A adaptação, que esticou a história até quatro episódios não adicionou por isso mais valor à obra literária. O capítulo final é mais uma variação do conceito original: um jogo pela sobrevivência num terreno cheio de perigos mortais. A acção desenrola-se no Capitólio, onde a heroína, a resiliente Katniss Everdeen (numa interpretação sem espinhas de Jennifer Lawrence) confronta o antagonista da história, o déspota Presidente Snow (Donald Sutherland). No derradeiro jogo mortal onde o prémio será a liberdade dos estados subjugados pela tirania, Katniss ainda está face a face com o dilema sobre o amor ficcional/real com Peeta (Josh Hutcherson) mas tem maturidade suficiente para reconhecer a ascensão de uma nova ameaça embriagada pela sede de poder (Julianne Moore). O cenário é urbano, intenso, mas episódico, e naturalmente as relações entre as personagens surgem tenuemente com o ritmo de sprint a deixar pouco espaço às emoções. O primeiro filme foi o único que atingiu o equilíbrio entre stunts e a viagem pessoal e emocional de Katniss. Nesta obra esse trajecto resume-se a um terceiro acto que já vem tarde. Talvez só os fãs mais inveterados destes filmes não fiquem desiludidos nesta transcrição visual de uma fantasia literária que no seu todo cumpre a missão nos aspectos distópicos de cenários, figurinos e na mensagem de uma sociedade controlada por uma força opressora que tem na coragem de uma inesperada heroína a sua salvação.

A edição em Blu-ray inclui duas featurettes de produção, um anúncio para o museu dedicado ao filme e um pormenorizado comentário com o realizador e a produtora sobre a rodagem.

duas estrelas

Título Nacional The Hunger Games: A Revolta - Parte 2 Título Original The Hunger Games: Mockingjay - Part 2 Realizador Francis Lawrence Actores Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth Origem Estados Unidos Duração 137’ Ano 2015

 

«Joy» em DVD

Desde o regresso à realização com «The Fighter – Último Round» (2010), David O. Russell é um realizador renascido e com um toque de Midas. Os seus filmes passaram a focar pessoas normais com histórias extraordinárias que têm deliciado as audiências e lhe valeram um punhado de prémios. «Joy» não é uma excepção nesta linhagem. Com um elenco de perder de vista, liderado pela talentosa Jennifer Lawrence, o filme relata uma história da infância à idade adulta de uma protagonista que nasce com sonhos, adormece e acorda para a vida 17 anos depois para alcançar a todo custo os seus objectivos. Não é apenas uma história do sonho americano, é um daqueles relatos inspiradores para todos os empreendedores, onde se observa não só as virtudes mas sobretudo as dificuldades que definem a personalidade do génio no interior de cada pessoa. A personagem de Joy Mangano (Jennifer Lawrence) é inspirada numa figura verídica, uma mulher de sucesso que nasce num lar disfuncional, tem um casamento fracassado e vive refugiada do mundo até que dá um murro na mesa e decide aventurar-se com os seus inventos criando um império perante a rivalidade da irmã e o cepticismo da família. É uma obra ainda subvalorizada, a sua composição é caótica e aparentemente crua mas no interior encontramos mais um triunfo no génio de David O. Russell.

A edição da PRIS Audiovisuais DVD inclui um belo making-of.

quatro estrelas

Título Nacional Joy Título Original Joy Realizador David O. Russell Actores Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Bradley Cooper Origem Estados Unidos Duração 124’ Ano 2016

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº40)

X-Men: Apocalipse - Raven Darkholme/Mystique

Mystique é, muito provavelmente, a personagem que mais divergiu entre a sua versão na banda-desenhada e a sua adaptação cinematográfica. Mais do que isso, a dimensão narrativa da personagem também mudou entre as duas trilogias. Mais conhecida como sendo uma vilã impiedosa e letal, uma aliada leal de Magneto, Mystique é agora... uma heroína. A que se deverá tamanha mudança? Não haverá muitas dúvidas em apontar Jennifer Lawrence como uma das principais “culpadas”. X-Men foi o seu primeiro franchise e, quando a vimos pela primeira vez como Mystique, não era propriamente uma desconhecida (já até tinha no currículo uma nomeação para o Óscar de Melhor Atriz por «Despojos de Inverno», 2010) mas estava longe de ser a estrela mundial que é hoje, o que viria a acontecer quando se tornou na Katniss Everdeen da saga «The Hunger Games».

Em «X-Men: O Início», Raven era ainda uma adolescente, bastante insegura e inquieta, à procura de um rumo, personificando o paradigma do “Orgulho Mutante”, que viria a abraçar por completo no final da obra. Quando a revemos em «X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido», é já uma adulta determinada, disposta a tudo para salvar os seus “irmãos” mutantes. Todo o filme gira em torno da personagem, cuja decisão final de não assassinar Bolivar Trask (Peter Dinklage) – e, consequentemente, salvar a vida do Presidente dos EUA – muda a narrativa por completo e as linhas temporais dos filmes X-Men. Em «X-Men: Apocalipse», há uma nova passagem do tempo e Raven é agora uma espécie de ativista dos direitos civis, tendo sempre a causa mutante como foco. Ao usar a sua capacidade para mudar de aparência física, pôde infiltrar-se em locais obscuros e perigosos um pouco por todo o mundo e libertar mutantes que viviam como escravos. É a partir desta contenda que conheceremos algumas personagens, como Nightcrawler, com quem Raven tem, pelo menos na banda-desenhada, uma relação muito especial. A verdadeira aparência da mutante é agora conhecida por todos, pelo que, para não ser reconhecida, precisa de se disfarçar. Singer explana o assunto: “Ela é famosa, mas nunca mais ninguém a viu”, sendo considerada uma “grande heroína desde 1973”. “Ela não está confortável com isso. Não está interessada em ser o rosto de um mundo que ela não acredita que exista. Ela não é uma heroína”, completa.

Na banda-desenhada, Mystique raramente colabora com os X-Men e, quando o faz, é mais para engendrar uma armadilha do que propriamente outra coisa. Agora, está pronta para lutar junto dos X-Men, sendo, inclusive, a sua líder. Já a relação com Charles é que não corre às mil maravilhas, como explica Simon Kinberg: “Há um conflito entre a Raven e o Charles, porque ele vive numa espécie de mundo feliz no qual normalmente os ricos vivem e as coisas correm-lhe bem. A Raven vê um mundo mais sombrio, um mundo que ainda não está consertado”.

A personagem tem muitas cenas de ação e Jennifer Lawrence viria a ter uma leve lesão mas devido a uma cena bem mais calma. A atriz relembra o momento com o seu habitual bom-humor: “Estou com 25 anos, todos os ossos começam a falhar. No «Hunger Games», tinha de correr entre árvores que explodiam e ardiam mas agora magoo-me ao dormir num chão gelado? Muito estranho”. O contrato da atriz com os filmes X-Men termina agora mas a atriz deu recentemente sinais de que estaria disposta a encarar novamente as oito horas necessárias na cadeira de maquilhagem para se tornar na mutante azul: “Estou morta por voltar. Adoro estes filmes, adoro fazer parte. Gosto muito de filmes com um conjunto [de atores] porque não está tudo nos teus ombros”.

  • Publicado em Feature

X-Men: Apocalipse - trailer oficial #2

Depois do sucesso mundial aclamado pela crítica X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, o realizador Bryan Singer retorna com X-MEN: APOCALIPSE. Desde o início da civilização, ele era adorado como um deus. Apocalipse, o primeiro e mais poderoso mutante do universo X-Men da Marvel, acumulou os poderes de muitos outros mutantes, tornando-se imortal e invencível. Ao acordar depois de milhares de anos, fica desiludido com o mundo em que se encontra e recruta um grupo de mutantes poderosos, incluindo um Magneto desanimado (Michael Fassbender), para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial, sobre a qual ele reinará. Com o destino da Terra em causa, Raven (Jennifer Lawrence) com a ajuda do Professor X (James McAvoy) irá liderar uma equipa de jovens X-Men para combater o seu maior inimigo e salvar a humanidade da destruição total.

Realizador: Bryan Singer
Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Oscar Isaac, Nicholas Hoult, Rose Byrne, Olivia Munn, Evan Peters, Kodi Smit-McPhee, Sophie Turner, Tye Sheridan, Alexandra Shipp, Lucas Till, Josh Helman, Lana Condor, Ben Hardy

Fonte:20th Century FOX Portugal

  • Publicado em Videos
Assinar este feed RSS