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Actualizado às 8:37 AM, Jun 18, 2019

Tomb Raider

Dois filmes e alguns videojogos depois, chega a altura para uma nova aventura cinematográfica. Sim, Lara Croft está de volta e continua imparável, desta vez com Alicia Vikander a interpretar a irreverente aristocrata britânica. Conheça neste especial da METROPOLIS os detalhes sobre «Tomb Raider: O Começo», o regresso de Lara Croft ao Cinema, em que a veremos numa nova faceta, como sobrevivente.

Uma aventura chamada Tomb Raider

Em 1996 foi lançado o jogo Tomb Raider, da Core Design, revolucionando o mundo dos videojogos. Pela primeira vez, ganhava verdadeiro destaque uma personagem feminina, esbelta e corajosa, e, sobretudo, mortal. Ela era Lara Croft, considerada desde então uma das figuras mais relevantes da cultura popular e cujo sucesso perdura ainda hoje nos videojogos, com a criação de 12 diferentes títulos. Um dos mais recentes, lançado em 2013, foi uma espécie de reboot, mostrando um lado da personagem até aí desconhecido, mais frágil e vulnerável. Nesta história, que revela a origem de Lara, ficamos a conhecê-la como uma sobrevivente e será este também o ângulo do novo filme «Tomb Raider: O Começo», ao contrário de «Lara Croft: Tomb Raider» (2001) e «Lara Croft: Tomb Raider - O Berço da Vida» (2003), os primeiros filmes protagonizados por Angelina Jolie.

Contudo, há também elementos do mais recente jogo, Rise of the Tomb Raider, que serão usados – como, por exemplo, o facto de Lara ir em busca de pistas deixadas pelo seu pai –, fazendo deste novo filme uma adaptação de ambos os jogos. Foi Graham King, um dos produtores da obra, quem impulsionou esta nova abordagem, como o próprio conta: “Comprei os direitos há cerca de oito anos porque cresci a jogar videojogos. Depois do lançamento do novo jogo em 2013, vimos o potencial para um filme abordando a forma de como a Lara Croft se tornou num ícone de ação e aprofundando a sua transformação”.

Para retratar de melhor forma as histórias cheias de aventuras de Lara, a produção viajou por locais cheios de natureza viva e iridescente, como a África do Sul e as suas belas praias da Cidade do Cabo, mas também o ambiente cosmopolita de Londres. Nenhum detalhe foi deixado ao acaso, nem mesmo o guarda-roupa, que ficou a cargo da já mítica figurinista Colleen Atwood, nomeada para 12 Óscares da Academia, pelos quais venceu quatro, por «Chicago» (2002), «Memórias de uma Gueixa» (2005), «Alice no País das Maravilhas» (2010) e «Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los» (2016). A banda-sonora também não foi deixada para mãos alheias, com o holandês Junkie XL a criar a moldura musical, ele que já surpreendeu com «Mad Max: Estrada da Fúria» (2015) e «Deadpool» (2016).

Leia o artigo completo na Metropolis nº58 (Março 2018)

  • Publicado em Feature

Michael Fassbender e Alicia Vikander marcam presença no Festival de Veneza

Michael Fassbender e Alicia Vikander estão entre os convidados mais aguardados no festival mais antigo do mundo, que se inicia esta semana, onde estarão presentes para promover o seu mais recente filme, “A Luz entre Oceanos” do realizador Derek M. Cianfrance - o mesmo realizador de “Blue Valentine - Só Tu e Eu” (2010) e “Como Um Trovão” (2012). O facto do casal ter confessado que foi na rodagem deste filme, na Austrália, que se conheceram e iniciaram a sua relação, adiciona uma onda de curiosidade sobre a sua presença em Veneza. E que se vem juntar aos rumores de possíveis nomeações para a temporada de prémios que se avizinha.

“A Luz entre Oceanos” acompanha o faroleiro Tom Sherbourne (Michael Fassbender) e a sua esposa Isabel (Alicia Vikander), um casal feliz que vive numa ilha na costa da Austrália, no período após a Primeira Guerra Mundial. O maior desejo de Tom e Isabel é poderem trazer uma criança ao mundo, mas depois de Isabel abortar, perderam a esperança de que tal possa acontecer. No entanto, um dia o casal resgata uma menina que deu à costa, sozinha num barco a remo. Os dois decidem chamá-la de Lucy e adotá-la como sua filha.

Depois de anos de felicidade, Tom e Isabel, numa visita ao continente, encontram a viúva Hannah Roennfeldt (Rachel Weisz) que perdeu o marido e a filha no mar. Torna-se claro para Tom que Lucy é filha de Hannah, e ele sente que é o seu dever devolver a criança à mãe. Mas Isabel não quer que a sua família feliz seja destruída. Um maravilhoso sonha transforma-se então num pesadelo, trazendo à superfície questões difíceis sobre o casamento e a paternidade.

A revista Metropolis vai estar pelo quarto ano consecutivo no Festival de Cinema de Veneza.

Fonte: NOS

 

 

A Rapariga Dinamarquesa

Os diários de Lili Elbe foram uma forte inspiração ao movimento transgénero e ao romance homónimo de David Ebershoff em que se baseia este filme. A história relata a pioneira transformação transgénero do pintor Einar Wegener (Eddie Redmayne) em Lili Elbe nos anos 1930. «A Rapariga Dinamarquesa» é um muito mais do que uma curiosidade clínica sendo uma magnifica história de amor de um casal em plena metamorfose física e emocional. O fascínio e o relato da personagem principal é acidentalmente roubado pela co-protagonista Alicia Vikander no papel de esposa de Einar/Lili que acompanha a transformação física e psicológica do marido, perante sentimentos contraditórios nunca deixa-o de amar. A interpretação valeu o Óscar de melhor actriz secundária a Alicia Vikander.

Eddie Redmayne não se fica atrás com a sua presença em cena mas a performance faz ênfase na transformação física ficando o desempenho dramático reduzido a birras existenciais. Era um papel assumidamente desafiante e a performance teria de ter a mesma intensidade do epicentro interpretativo de Alicia Vikander, a actriz rebentou a escala.

A obra ainda conecta a arte e a pintura, a composição estética é tão radiante quando a própria história. A cidade de Copenhaga surge bela mas igualmente austera e mais tarde tudo desabrocha em Paris culminando na luminosidade do hospital onde Lili é operada.

A envolvência cénica é luxuriante como um reflexo da época nas suas diferentes texturas a par do figurino de extrema beleza composto por Paco Delgado. É o melhor filme da carreira de Tom Hooper que se liberta das amarras dos seus últimos registos piegas conseguindo transformar um relato de coragem e autenticidade numa enorme lição de amor.

A edição Blu-ray além de ser visualmente intensa, as tonalidades brotam do ecrã, o formato inclui como extra um bom making-of

tres estrelas

Título Nacional A Rapariga Dinamarquesa Título Original The Danish Girl Realizador Tom Hooper Actores Eddie Redmayne, Alicia Vikander, Amber Heard Origem Estados Unidos Duração 119’ Ano 2016

(Texto publicado originalmente na Metropolis nº40)

 

«A Luz Entre Oceanos» com Fassbender e Vikander no Festival de Veneza

A organização do Festival Internacional de Cinema de Veneza confirmou na semana passada numa conferência de imprensa que o filme “A Luz entre Oceanos” fará parte da competição internacional do festival. O filme, realizado por Derek Cianfrance – o mesmo realizador de “Blue Valentine” (2010) e “Como Um Trovão” (2012) – é protagonizado por Michael Fassbender, Alicia Vikander e Rachel Weisz, e baseia-se no livro homónimo da escritora australiana M. L. Stedman.

“A Luz entre Oceanos” acompanha o faroleiro Tom Sherbourne (Michael Fassbender) e a sua esposa Isabel (Alicia Vikander), um casal feliz que vive numa ilha na costa da Austrália, no período após a Primeira Guerra Mundial. O maior desejo de Tom e Isabel é poderem trazer uma criança ao mundo, mas depois de Isabel abortar, perderam a esperança de que tal possa acontecer. No entanto, um dia o casal resgata uma menina que deu à costa, sozinha num barco a remo. Os dois decidem chamá-la de Lucy e adotá-la como sua filha.

Depois de anos de felicidade, Tom e Isabel, numa visita ao continente, encontram a viúva Hannah Roennfeldt (Rachel Weisz) que perdeu o marido e a filha no mar. Torna-se claro para Tom que Lucy é filha de Hannah, e ele sente que é o seu dever devolver a criança à mãe. Mas Isabel não quer que a sua família feliz seja destruída. Um maravilhoso sonha transforma-se então num pesadelo, trazendo à superfície questões difíceis sobre o casamento e a paternidade.

Fonte: NOS

Jason Bourne

Jason Bourne prova que ainda está aí para as curvas. O tão aguardado regresso do novo herói do século XXI mata saudades mas não apaga a memória dos momentos mais altos desta saga baseada nos personagens criados por Robert Ludlum. O argumento revela ecos de realismo ao abordar o dilema da privacidade versus a segurança nacional. O herói da história continua à deriva, à procura da sua identidade e de uma razão para viver. Matt Damon oferece-nos uma performance inspirada.

A história tem o formato de um thriller internacional que atravessa meio mundo. No prólogo, observamos os principais players, constituídos por um director manhoso da CIA (o sempre fiável Tommy Lee Jones), uma ambiciosa chefe de divisão de cyber segurança da CIA (a estrela mais reluzente do filme, Alicia Vikander) e os renegados, a ex-CIA e hacker Nicky Parsons (Julia Stiles) e o imprevisível Jason Bourne. A acção arranca muitíssimo bem, em Atenas, com um motim como pano de fundo. Este é talvez o momento mais alto do filme, onde se misturam coreografias de luta, uma perseguição frenética, um vilão implacável (Vincent Cassel) e o mote desta história: conspirações globais e governamentais e o fantasma do passado de Bourne. Em jogo está mais uma sub-trama com forte ligação à realidade, muito bem interpretada pelo jovem talento Riz Ahmed (o actor deste verão com «The Night Of»), um magnata das redes sociais, dividido entre a privacidade dos utilizadores e o trabalho sujo para o governo.

Mas o melhor do filme, em termos interpretativos, é mesmo a “mulher maravilha”, a sueca Alicia Vikander que rouba o show. Bourne continua misterioso, inexpressivo, mas ultra-eficaz. É o seu personagem, e não há nada a fazer. A amnésia tem destas coisas. Mas quando ele salta para outro patamar, quando decide partir a louça toda, por assim
dizer, é o gáudio dos espectadores.

Paul Grengrass parece-nos enferrujado neste regresso da hiperactividade. A trepidação da câmara e os milhares de cortes na montagem resultam numa experiência algo frustrante – por vezes não percebemos a acção que é sacrificada em prol das figuras de estilo.

«Jason Bourne» cativa as audiências com mais do mesmo aliado a temas do panorama actual, utilizou a fórmula original procurando ser um filme seco e sem rodriguinhos mas com significado para os intervenientes e o grande público.

tres estrelas

Título Nacional Jason Bourne Título Original Jason Bourne Realizador Paul Greengrass Actores Matt Damon, Tommy Lee Jones, Alicia Vikander Origem Estados Unidos Duração 123’ Ano 2016

 

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